Existem muitas
pessoas que não sabem escrever, usar e conjugar as palavras escritas de forma
agradável e harmoniosa, embora saibam falar, discursar e transmitir oralmente os seus pensamentos e
opiniões de forma exemplar.
Não existem modelos
a seguir, no entanto noto, que, cada vez mais o ser humano quer à força ser
“escritor”.
Sendo a escrita
uma fonte de criação, de conhecimento, de memória e de interação social e
cultural, deveria então ser tratada com mais respeito e cuidado. Por vezes
deparo-me com textos que me fazem arrepiar...
Confusos, sem interesse, ocos,
palavras soltas, autenticas sopas de letras.
A comunicação
escrita, como qualquer outra, depende de um contexto e de uma finalidade, por
essa razão assumir características tão peculiares.
Há textos e
textos, há pessoas e pessoas, cada um com o seu estilo, a sua forma e a sua
“fisionomia”.
Alguns escrevem
mais e melhor que outros, uns mais poéticos, outros mais pragmáticos, alguns
tipicamente “barrocos”, outros irónicos,
enfim, urge a necessidade de competição. É muito importante dominar o código da
escrita, não apenas desenhar letras, nem copiar o modo de escrever do outro,
mas sim produzir textos, orais e escritos, que digam algo, que sejam genuínos
(de preferência), que tenham essência,
que sejam ricos, em simbolismos, metáforas, pensamentos, informações...
Um texto, tal como
quem o escreve, também tem que ter alma e, todo aquele que o conseguir fazer é
indiscutivelmente um bom escritor.
Inê Massano | 2012

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