sexta-feira, 28 de junho de 2013

Saber escrever...



Existem muitas pessoas que não sabem escrever, usar e conjugar as palavras escritas de forma agradável e harmoniosa, embora saibam falar, discursar e  transmitir oralmente os seus pensamentos e opiniões de forma exemplar.

Não existem modelos a seguir, no entanto noto, que, cada vez mais o ser humano quer à força ser “escritor”.

Sendo a escrita uma fonte de criação, de conhecimento, de memória e de interação social e cultural, deveria então ser tratada com mais respeito e cuidado. Por vezes deparo-me com textos que me fazem arrepiar... 
Confusos, sem interesse, ocos, palavras soltas, autenticas sopas de letras.

A comunicação escrita, como qualquer outra, depende de um contexto e de uma finalidade, por essa razão assumir características tão peculiares.

Há textos e textos, há pessoas e pessoas, cada um com o seu estilo, a sua forma e a sua “fisionomia”.

Alguns escrevem mais e melhor que outros, uns mais poéticos, outros mais pragmáticos, alguns tipicamente “barrocos”,  outros irónicos, enfim, urge a necessidade de competição. É muito importante dominar o código da escrita, não apenas desenhar letras, nem copiar o modo de escrever do outro, mas sim produzir textos, orais e escritos, que digam algo, que sejam genuínos (de preferência), que tenham essência, que sejam ricos, em simbolismos, metáforas, pensamentos, informações...

Um texto, tal como quem o escreve, também tem que ter alma e, todo aquele que o conseguir fazer é indiscutivelmente um bom escritor.



Inê Massano | 2012

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